Atualizado na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, às 14:10 (horário de Nova York; 15:10 em Brasília).
Atualização da tarde
- A pressão continua: às 14:00 de Nova York (15:00 em Brasília) o ouro está em US$ 4.134, US$ 21 abaixo da atualização da manhã e cerca de US$ 151 (−3,5%) abaixo do fechamento de sexta. Perdeu o primeiro suporte (4.140); o próximo é a região de 4.099–4.100, o último suporte do gráfico diário.
- O que o move: não houve dados dos EUA. Lagarde (BCE) disse que a inflação da zona do euro vai subir, mas ainda não está se enraizando, e que os juros longos subiram bastante: o mercado recebeu sem surpresa e o índice do dólar segue em 101,10. O freio para o ouro são os juros dos Treasuries, que continuam subindo com as apostas em mais uma alta do Fed em outubro, embora o petróleo tenha devolvido parte da alta da manhã (o WTI chegou a US$ 96,5 e agora está perto de US$ 92,6).
- O que muda: nada de essencial. O cenário de baixa segue ativo enquanto o preço não recuperar 4.166–4.179, e o RSI diário (35) ainda não está sobrevendido. Hoje à noite decide o banco central da Austrália (00:30 de terça em Nova York; 01:30 em Brasília) e na terça saem o JOLTS e a confiança do consumidor (10:00 de Nova York; 11:00 em Brasília).
O preço do ouro hoje cai forte no começo da semana: o XAU/USD está em US$ 4.155 por onça, cerca de US$ 130 (−3,0%) abaixo do fechamento de sexta (4.284,95). Perdeu a região de 4.200 e está no nível mais baixo em cerca de sete semanas. O gatilho não é o ouro, e sim o petróleo: os EUA rejeitaram a proposta do Irã para reabrir o estreito de Ormuz, o petróleo subiu mais de 4% e o mercado voltou a precificar mais inflação e mais altas de juros do Federal Reserve.
Resumo de hoje
- Queda de 3% na abertura: de 4.284,95 para 4.155. O preço está abaixo da banda inferior de Bollinger no diário (4.200) e longe das médias de 20 dias (4.326), 50 dias (4.330) e 200 dias (4.399).
- O motor é o petróleo: o Brent sobe mais de 4%, para a região de US$ 108. Petróleo mais caro significa mais inflação, e o mercado vê cerca de 66–70% de chance de mais uma alta do Fed em outubro. O Treasury de 10 anos fechou a sexta em 5,17%, perto do maior nível desde 2007.
- Muito sobrevendido no curto prazo: o IFR de 1 hora está em 23 e o de 4 horas em 26. A tendência é de baixa em todos os tempos gráficos, mas depois de quedas assim os repiques técnicos são frequentes e fortes.
Níveis-chave
| Nível | Preço (US$) | Por que importa |
|---|---|---|
| Resistência 3 | 4.257 – 4.266 | Order block de baixa da noite de domingo e média de 20 no gráfico de 4 horas (4.258) |
| Resistência 2 (pivô) | 4.194 – 4.204 | Preço médio da sessão (4.194), banda inferior de Bollinger no diário (4.200) e média de 20 em 1 hora: antes suporte, agora teto |
| Resistência 1 | 4.166 – 4.179 | Gap de baixa não preenchido desta madrugada |
| Preço atual | 4.155 | — |
| Suporte 1 | 4.140 | Mínima da sessão no gráfico de 15 minutos |
| Suporte 2 | 4.099 – 4.100 | Último suporte do gráfico diário e número redondo |
| Suporte 3 | ≈ 4.059 | A uma amplitude média diária (ATR ≈ US$ 97) do preço atual |
A amplitude média diária do ouro subiu para cerca de US$ 97. Com essa volatilidade, um stop de US$ 20 é quase ruído: ajuste o tamanho da posição com a regra do 1% antes de pensar na direção.
O que move o ouro hoje
- Irã e petróleo: a rejeição de Washington ao plano iraniano de sete dias para reabrir Ormuz levou o petróleo de volta às máximas recentes (Brent ≈ US$ 108, WTI ≈ US$ 96). Neste ciclo, o petróleo caro pesa mais sobre o ouro pela via da inflação e dos juros do que ajuda como porto seguro.
- Juros e títulos: com o Fed em 3,75%–4,00% depois da alta de 16 de setembro e o Treasury de 10 anos acima de 5%, manter ouro (que não paga juros) sai caro. A prata cai ainda mais (−2,6%) e os demais metais preciosos, cerca de 2%.
- Agenda de hoje: o único destaque são dois discursos de Christine Lagarde, presidente do BCE:
| Evento | Nova York | Brasília |
|---|---|---|
| Discurso de Lagarde (BCE) | 09:30 | 10:30 |
| Segundo discurso de Lagarde | 10:00 | 11:00 |
| Decisão de juros do RBA (Austrália) | 00:30 de terça | 01:30 de terça |
Um tom duro de Lagarde pode enfraquecer um pouco o dólar e dar um respiro ao metal. Mas o mais importante vem depois: o PCE na quarta e o Payroll na sexta, ambos às 08:30 de Nova York (09:30 em Brasília). Veja a semana do Payroll e o calendário econômico de hoje.
Cenários
Cenário de baixa (principal enquanto estiver abaixo de 4.200): se perder 4.140, o próximo alvo é 4.099–4.100 e, se o petróleo continuar subindo, 4.059. Todos os tempos gráficos estão alinhados para baixo e o preço está abaixo do valor médio da sessão.
Cenário de alta (repique técnico): a sobrevenda em 1 e 4 horas favorece um repique se o preço recuperar 4.166–4.179. Superar 4.200 devolveria o ouro ao intervalo anterior, com alvo em 4.257–4.266. Esse repique provavelmente precisaria de uma queda do petróleo ou de alívio no Oriente Médio.
Invalidação: o cenário de baixa do dia fica em dúvida com um fechamento de 4 horas acima de 4.204.
Por que às vezes o ouro sobe junto com o dólar e às vezes não? Explicamos na correlação entre ouro e dólar. E se você tem o seu gráfico, envie para o AIM, o consultor de IA da AIMPATFX: ele mostra o que confirma e o que invalida cada cenário no seu tempo gráfico.
Perguntas frequentes
Por que o ouro cai hoje se há tensão no Oriente Médio?
Porque a tensão está chegando pelo petróleo. Petróleo mais caro alimenta a inflação, a inflação empurra o Fed a subir juros e juros altos encarecem manter ouro, que não paga rendimento. Hoje esse efeito pesa mais que a procura por proteção.
Em que horário o ouro se move mais no Brasil?
Entre 09:00 e 13:00 de Brasília (08:00 a 12:00 de Nova York), quando os pregões de Londres e Nova York se sobrepõem. É quando se concentra a maior parte do volume e a reação aos dados dos EUA.
Com que frequência esta página é atualizada?
Toda manhã, de segunda a sexta, antes da abertura de Nova York, e no sábado com o fechamento semanal. Quando sai um dado importante, acrescentamos uma atualização à tarde.



